MISSA DO DOMINGO. EU FUI.

Domingo fui à missa. E foi ótimo. O que interessa e o que gosto é tirar proveito das palavras e situações para aplicar em minha vida. Nesse domingo a missa contou a passagem do leproso e Jesus, onde em meio a uma sociedade onde todos tinham sérios preconceitos com quem era doente ou "diferente", Jesus aparece curando um doente e mostrando que não devemos julgar e nem excluir as pessoas que por alguma eventualidade ou azar, adquiriram algum mal. O tal doente vai ao encontro de Jesus e lhe diz: "Se quiseres pode me curar senhor", demonstrando humildade e fé, pois não pede para ser curado e sim que se Jesus quisesse poderia curar-lhe, se fosse da vontade de Deus. Muitas vezes nos perguntamos, independente de religião, se as forças espirituais querem realmente isso ou aquilo para nós, mas a todo momento temos que saber que algumas coisas são colocadas em nossa vida e vai de nós e de nossa fé dar-mos continuidade. Os sinais Deus dá, somos nós que escolhemos o caminho. Naquela época, esses leprosos eram obrigados a sair da cidade, usar roupas rasgadas e a critarem que eram impuros. Po.., impuros? Tudo bem que os pensamentos eram outros, mas o que me deixa indignado é que hoje em dia ainda existe quem pense assim, quem está limitado a pensar como quem viveu na era de Cristo. Como disse o padre Tarcísio, ainda hoje há quem tenha preconceitos com pessoas do sexo oposto, cor de pele diferente, classe social, algum tipo de doença física ou mental e problemas psicológicos. Infelizmente ainda nos limitamos a seguir certos padrões que estão mais ultrapassados que obras de museu, a agir por impulso sobre pensamentos que nos foram passados sem escolha, filosofias e direcionamento de vida que nos foram impostos, ainda crianças, sem que pudessemos escolher. Porém, e ai vem uma das coisas que acho mais fundamentais na vida de alguém, que deve ser medido pela nossa sabedoria, valores, discernimento do certo e errado, visão do que nos faz feliz, é nosso poder de ESCOLHA. Isso mesmo, Deus nos deu o maior presente que poderia dar, mas que também pode ser nossa maior desgraça: a liberdade. Somos livres para escolher o que queremos, como queremos, com quem, e acima de tudo o modo de tratar as pessoas que estão próximas. Isso foi o que tirei dessa história, dessa passagem: não devemos banir, excluir, julgar e muito menos ignorar quem está doente, independente do problema não devemos discriminar antes de saber o que aconteceu, afinal, como ja me disseram algumas vezes "Você não sabe o contexto, por isso não julgue", algo que aprendi e concordo. Num outro momento da missa o padre celebrou a união de 60 anos de casado de duas pessoas, que estavam lá para renovar o matrimonio. Caraca! Além de viver um tempo desse com alguém eles ainda foram lá pra renovar tal decisão. Mais uma demonstração de que o amor existe sim e é a semente da vida, com todos os seus problemas, lombadas, confusões, discussões e diferenças um casal pode sobreviver se realmente quiser. Teve até beijinho no palco, declaração de amor em público e troca de alianças. Quando vi essas cena confesso que lágrimas vieram aos meus olhos, uma energia contagiante tomou conta da igreja levando todos a aplaudir e muitas outras pessoas devem ter sentido algo parecido ao que senti, uma paz, sensação de que existe bondade no mundo. Difícil de achar nesse mundo cada vez mais perdido, mas ainda acredito que o bem, o amor, a bondade, sinceridade e verdade prevalecerão no fim dos tempos...
Escrito por Sid às 13h59
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