PLENA NOITE DE SEXTA

Plena noite de sexta-feira
E eu sem ter o que fazer
Como uma aranha a tecer
Sigo sem nada para aprender
Um tédio sem eira nem beira
Sou um solitário na multidão
Dia após dia
Esperando sem noção
Que uma resposta com sabedoria
Seja a solução
Agora pouco me resta
Um crer na esperança
Que essa noite sem festa
Seja o começo que se avança
Uma música a me consolar
Nesse início de madrugada
Essa garrafa a me embebedar
Pode ser a largada
Da noite a me chamar
Muitas vontades passam por mim
O desejo
Assim
Eu vejo
Sem fim
Almejo
O prazer ruim
Quero mais
Quero agora
Quero tais e quais
Quero mais de uma hora
Quero movimentos sensuais
Quero tudo com calma e sem demora
Perco-me num romantismo
Que não mais existe
Não sei porque minha alma insiste
Nessa vida de individualismo
Se estou triste
Querendo um simples companheirismo
Às noites fico só
Esperando e esperando
Na minha mente um nó
Está desatando
Mostrando sem dó
Outro caminho me chamando
É isso aí
Estou solteiro
Nessa noite nem saí
Muito inteiro
Ainda não caí
No caminho não verdadeiro
As horas vão passando
E o destino vai mostrando
Que sozinho vou caminhando
Me irritando
Pois vou desanimando
De tentar ficar amando.
Chega de saudade
De hipocrisia
É agora que estou com vontade
De uma pele macia
Muita maldade
Uma mão que acaricia
Sozinho sigo
Nessa sexta-feira
À noite
Sem abrigo
Sem quem me queira
Nem mais ligo
Pois ainda há muita lenha em minha fogueira
Tudo bem
A vida mostra que minha solidão
Não é falta de paixão
Nem tesão
É que não encontrei alguém
Capaz de satisfazer esse coração
Escrito por Sid às 01h36
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