SEJA BEM VINDO!

SID




A FOLHA

 

 

 

Pode jogar no lixo.

Mas eu encontrei no chão da sala, deve ser de alguém.

Eu disse que é lixo, pode jogar fora.

É seu?

Não.

É papel, portanto é lixo reciclável. Você tem lixeiras separadas?

Não.

E você quer que eu jogue em qualquer lugar?

Sim.

Eu não vou fazer isso. É uma agressão ao meio ambiente.

Por favor, me dá essa folha que eu mesmo jogo fora, ou melhor, vou queimar.

Ta maluco? E a camada de ozônio?

É só uma folha A4, não tem perigo.

É porque todos pensam assim que o rombo na camada de ozônio esta do tamanho do Alaska. A gente precisa começar a fazer algo dentro da própria casa e daí o exemplo frui como uma nuvem irrigando todo o planeta

Cadê o meu isqueiro?

Você deveria usar fósforos. São mais ecologicamente corretos. A madeira é absolutamente biodegradável enquanto o plástico desse seu bic deve permanecer no meio ambiente até o final dos tempos.

Quer dizer que você acha que é certo ficar derrubando as florestas para fazer fósforos? -- surpreende-me essa sua consciência ecológica.

Bom talvez você tenha razão. O melhor é levar essa folha de papel até um parque enterrá-la e deixar que a decomposição natural da celulose dê conta do recado.

Só se você for a pé. Se pegar o carro a fumaça da combustão não cobrirá o beneficio.

É verdade, mas ta chovendo.

Então espera passar.

Não dá eu tenho compromisso.

Tudo bem então passa esse papel pra cá que eu vou botar fogo.

Seja compreensivo, eu vou encontrar a Verinha. Você sabe o quanto isso é importante pra mim.

Liga pra ela e diz que, no momento, você ta muito ocupado tentando salvar o globo da horrível agressão de uma folha de papel e assim que estiver tudo bem você a encontra.

Não brinca. Justo agora que depois de quinze anos meu amor da adolescência separou e me convida pra sair. Eu preciso da sua ajuda. Afinal você não é o meu melhor amigo?

Ok me da o endereço do encontro que eu faço companhia para Verinha até você chegar.

Quem tem amigo nessa vida não precisa de mais nada.

O que ta escrito nesse papel?

Nada, aqui não tem nada escrito.

Gozado daqui parece que tem algo no pé da folha.

Ah é mesmo, tem alguma coisa. Essas letrinhas não são mais para mim.

Da aqui que eu leio

Jura que não vai queimar?

Palavra.

Ta bom, o que diz aí?

Diz “papel biodegradável, desintegra na água”.

Ótimo, resolvido. Abre a torneira em cima dessa folha e pronto.

Não vai dar. A gente não pode desperdiçar água assim desse jeito.

 

( Texto escrito pelo colaborador Ricardo Baldo )



Escrito por Sid às 19h06
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PARABÉNS E MUITA SAÚDE AOS MÉDICOS

 

Médicos. Simplesmente impossível viver sem eles.

Uma das profissões mais antigas que se tem conhecimento, um ofício que implica num equilibrio entre razão e emoção, em momentos de tomar decisões e obtar com a sabedoria de quem está fazendo o melhor pelo próximo. O médico tem nas mãos não só os problemas das pessoas, mas sim todos os sentimentos que delas transbordam em situações onde não há equilibrio emocional. São eles que, com suas palavras calmas e mansas, controlam as vidas.

Estudar para servir, trabalhar para dividir, se doar sem pensar em desistir. Nos dias de hoje, onde as pessoas cuidam menos de si e mais da conta bancária, a função deste profissíonal cada vez mais remete ao sacrifício de cuidar de quem não quis se prevenir, ou seja, às vezes cuidam, sem julgamentos, de quem não se cuida. Sem saber quem é, com quem veio e como aconteceu, cada caso deve ser uma tarefa de grande elevação em se realizar. Tem que ter uma luz especial para estar pronto à ajudar e saber que seu conhecimento resolve das pessoas o que elas mais temem: o sofrimento.

Diante de várias qualidades que os médicos possuem decidi cidar algumas e escolher uma: são essênciais por cuidarem e entenderem da máquina humana, sabem resolver os problemas de acordo com seu tamanho, tratam de doenças e mesmo assim conseguem se distanciar de seus incovenientes, são humanos e, como todos, tem uma vida comum em família. Dentro do jaleco branco eles crescem e se transformam nos verdadeiros super-herois que temos, pois neles colocamos nossas espectativas de solução dos problemas, e são eles que resolvem nossas dores.

Porém, o que mais me fascina é o respeito que os médicos tem, é como sua palavra e atenção trasnformam a vida de quem está à sua frente. Mais importante do que seu trabalho manual, técnico e funcional é o fato de estarmos em suas mãos igualmente crianças com seus pais, nos envolvendo com suas palavas de esperança e solução. O poder que exerce o som que sai da boca dos médicos é o melhor remédio que possuem, é o dom de acalmar com a energia de quem passa a segurança da confiança.

À vocês meus parabéns, por permitirem que a vida continue e as alegrias de exisitir possam ser vivenciadas ainda hoje.



Escrito por Sid às 21h39
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PARABÉNS PROFESSORES

 

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Infelizmente o ensino nesse país não é tão graduado como deveria ser. Vejo cada vez mais crianças e adolescentes desenteressados em dar aulas, em seguir na bela carreira que muitas vezes planta a semente da vida de alguém

Profissão mal remunerada pelo Governo, com baixo investimento e especializações mínimas.

Lembro de quando era pequeno e na escola aprendia não só matemática e português, mas a jogar futebol, correr, brincar, se comunicar, convivência, conhecimento da vida em grupo e principalmente a tomar vários foras das garotas. Tenho ótimas lembranças dos meus professores, pois como aluno inquieto que era, vivia tomando broncas, e mesmo assim conseguia que eles não ficassem com raiva. Sei também que muitos sofriam e sofrem com as bagunças e desrespeitos de seus alunos, e ficam sempre ali prontos para algum ensinamento. Tenho alguns muito claros na minha cabeça e sei que não mais esquecerei, também guardo e tenho saudades de muito que vivi em épocas escolares e hoje vejo o quanto deixei passar, quanto poderia ter aproveitado e aprendido.

Deixando isso de lado queria dizer que se propor a ensinar é muito mais do que entrar na aula e dizer a matéria, acho que realmente é uma doação das energias da bondade, um mal remunerado ofício que nem sempre é valorizado no momento que deveria. Parabéns à quem ainda tem brilho para continuar movendo o mundo com a beleza e importância do ensinar.

O que me deixa esperançoso é saber que todos nós, de certa forma, somos professores. À todo momento somos observados por crianças e adolescentes que podem tirar de nossas atitudes e palavras algum aprendizado, além do que, estamos sempre ensinando e aprendendo, dando conselhos e ouvindo, assim, mesmo que seja involuntariamente somos os professores e alunos de nossas vidas.

PARABÉNS PROFESSORES



Escrito por Sid às 22h00
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O SUCESSO É DIRETAMENTE LIGADO À SUPERAÇÃO DE MEDOS E BARREIRAS.



Escrito por Sid às 11h56
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Diário de um doente

 

 

 

Estou doente, ou estive, sei lá. Diante disso e até descobrir, muitas coisas se sucederam para eu decidir escrever sobre isso. Pra começar prefiro não julgar como e nem onde surgiram os primeiros intrusos no meu organismo.

Depois, entre febres e dores no corpo, imaginando ser uma gripe qualquer ou uma simples baixa imunidade, fui jogar meu futebol, tomar soverte com minha adorável namorada e andar pelo mundo como sempre faço.

Na dúvida e na ausência da melhora aderi aos remédios básicos, eventuais e que tinha em casa, sem o menor medo do que pudesse vir ou ser. Surpresa minha e do meu corpo que, na segunda-feira à tarde, minha cútis começou a repelir algo que não estava fazendo bem ao meu organismo, também pudera, o que não é bem vindo certamente será bem ido.

Entre corpo “pipocado”, dores locais e febre fui ao Pronto Socorro ávido por um resultado rápido, que nunca vem. A esperança da melhora foi decaindo com a mesma intensidade que apontava o número da minha senha no painel do hospital.

Antes de ser atendido, querendo ser esperto, disse à atendente, que perguntou sobre meus sintomas muito mais detalhadamente que o médico, que estava com febre e precisava ser atendido logo, encaminhou-me para a triagem, se eu realmente estivesse mal seria atendido na frente dos outros. Minha certeza era total diante do que sentia, igualmente à minha decepção ao saber que estava com a temperatura normal.

Portanto, uma hora e meia de espera para ser chamado à sala do jovem médico. Entrei, falei, expliquei três vezes com medo dele não entender, olhei, meu corpo ele olhou e nada fez, receitou um antialérgico e se a febre voltasse em três dias eu deveria lá também voltar.

Por meia hora fiquei tranqüilo, o tempo exato de chegar em casa, pois aí a febre já estava assombrando meus glóbulos e minha raiva se dividindo aos meus sentimentos por aquele médico que não me deu 5 minutos de atenção.

Tudo bem, já eram 18 horas e decidi ir a outro hospital, ouvir outra versão de um mesmo profissional, porém, imaginando como lá estaria, decidi esperar a noite cair e a madrugada entrar.

Nem sempre quem espera chega ao longe, pensei. Quando meu relógio do celular deu 10 da noite e a febre seus 38 graus levantei da quente cama, desci as escadas e me surpreendi com meus pais e alguns parentes na sala. Disse que ia ao médico, ou melhor, dessa vez já ia a uns três pra poder, quem sabe, confiar em um. Meu primo decidiu ir comigo, vai que eu fica-se fraco e desmaia-se.

Chegando noutro hospital, diferente do primeiro, tentei o mesmo golpe da febre, mas dessa vez ela realmente estava batendo a casa necessária. A atendente disse que eu passaria pela triagem, que estou esperando até agora. Mais duas horas de aguardo para ser atendido, e sentado na sala de espera de mais um Pronto Socorro morria de febre e calor, olhando com dó para o meu primo, que ali me fazia companhia sem eu poder amenizar seu tédio, a não ser com piadinhas sem graça de quem já devia estar delirando.

Enfim o médio, novo também, com sotaque de fora da cidade, atencioso, me olhou, reparou, perguntou, anotou, e prescreveu. Desta vez falei menos com a intenção dele prestar mais atenção e pedir exames, pediu, não os que eu queria mas naquela altura do badalar da meia-noite já era um lucro. Sai da sala feliz, achando que era um bom médico e que não precisaria ira ao terceiro, meu primo compartilhou da mesma opinião, e lá fui, agora sozinho, esperar a coleta do sangue e urina. Além de mais espera e de assistir ao filme da TV sem som, pediram coleta de urina três vezes. Só rindo mesmo, com febre, claro.

O enfermeiro, de boa vontade e cansado, comentou que toda segunda é fogo. Arrancou meu sangue sem dó, deixando uma boa marca dessa experiência e disse que poderia voltar depois de uma hora e meia. Colhi sangue para hemograma e tomei uma injeção de Dipirona com Antialérgico.

Ao invés de esperarmos, eu e meu companheiro fomos até minha casa, comemos e voltamos após as 2 da manhã. Pegamos o exame e esperamos o médico sair da internet para nos atender. Obvio que o abri e tentei decifrar tudo, como muitos fazem, comparando o lado de lá com o de cá, sempre errando as suposições.

Entrei na sala e me surpreendi. Outro jovem médico, de camiseta “babylook”, agarradinha, bombadinho, de tribal no bíceps, com a gola da camiseta suja de coca-cola e mochila do exército. Meu Deus! Então pensei, não sei se rio, fujo, mostro o exame ou peço um treino pra minha musculação. Enfim, como quem saia à noite toma sereno, mostrei meu exame ao doutor, que sem olhar no meu rosto, sereno, disse que era uma virose, mas não dava pra saber qual. Receitou Tilenol, e de jeito nenhum Dipirona.

Puta que o pariu, pensei e disse. Tomei uma injeção disso, ele perguntou o que havia acontecido com minhas alergias, e realmente elas pioraram. O segundo médico me deu mais atenção e menos qualidade.

No carimbo desse, terceiro médico, descobri que ele era primeiro tenente do exército. Uau, moderno essa trupe hoje em dia, se bem que minha preocupação era como os soldados do meu organismo iriam combater os intrusos ainda desconhecidos. Confio neles.

Portanto, mais dois dias de espera pra ver o que acontece à base de Tilenol, repouso e muito xixi, ou melhor, muita água.

Alguns sintomas novos começaram a surgir substituindo os antigos. Entre o carinho de minha namorada, a atenção dos meus pais e cama, decidi marcar outro médico, agora em consultório. Sabia que minha maior luta, tanto quanto a melhora, seria uma data próxima, que com a sorte ao meu lado consegui pro dia seguinte, num infectologista.

Fui e esperei 45 minutos pra ser atendido.

Entrei na sala já experiente sobre o que falar de mim pra poder ser examinado totalmente. Ele refez perguntas sobre meu estado, sintomas e deu uma breve vasculhada em pontos do meu corpo que demonstravam algum tipo de mudança. Receitou exames mais específicos, eu adorei, e ainda pedi mais alguns que ele incluiu. Sai de lá voando na tentativa de marcar para o mesmo dia, com a indicação dele para um jejum de 8 horas. Liguei no laboratório e disseram que pra esse tipo de exames não precisava disso. Fui fazê-los na mesma hora, ou seja, às 18 horas de uma quinta-feira, antes de um feriado.

Bom, agora, dois dias depois, já vi todos os resultados pela internet, pesquisei no Google, tirei minhas conclusões, estou bem melhor e levarei, mesmo assim, tudo ao médico essa semana.

Na minha mente se confundem a dúvida de qual desses profissionais sabia o que estava fazendo, qual queria me dispensar, como meu corpo está reagindo ao ocorrido lá dentro, o que realmente tenho e como proceder da próxima vez.

A única certeza é que vou seguir o que o último deles me indicou: “Repouso, muito líquido e bastante calorias”. Vou comer muito, mas muito mesmo.



Escrito por Sid às 11h48
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