DIA DO MEIO AMBIENTE

Meio ambiente é o meio aonde vivemos com o ambiente que habitamos? Deve ser essa a definição, sei lá. Só sei que quando se fala nisso já me vem na hora a idéia de natureza, preservação, camada de ozônio, Amazônia, poluição, praias, feriado e por ai vai.
Reflito com as poucas pessoas que lêem o que escrevo ( se é que alguém lê ) em como cada um faz parte do seu meio ambiente, ou seja, como você, e eu, influenciamos o ambiente em que vivemos. Não falo só de preservação, mas de educação, cordialidade e principalmente respeito. Fiquei à tarde pensando no que eu faço para as pessoas à minha volta, amigos, parentes, minha namorada, pais, minha casa, meu quarto, emprego, o jardim de casa, a calçada, o bairro, vizinhos, e tudo que direta ou indiretamente influêcia minha vida e, assim, a de alguêm. Mas ai você me pergunta aonde eu quero chegar, e te respondo: Se cada um fazer um pouco o todo se fortalece. As engrenagens da máquina Terra somos nós, os parafusos que fazem tudo fucionar, e não é só isso, às vezes um sorriso contido, um aperto de mão, um olhar de amizade e uma palavra, podem mudar o rumo de muitas pessoas sem que saibamos. Faço um apelo para que cada vez mais cada um tenha mais paciência e tolerância para aceitar a opinião contrária e ter humildade de sair por baixo em uma discução, tendo a certeza que nem sempre aprende mais quem acha que saiu por cima de uma briga.
Não basta aparecer com máscaras, brigar e fazer passeatas, sancionar leis e cobrar taxas.
No meio em que vivemos não basta simplesmente jogar o lixo no lixo, olhar para o lado e sentir-se bem pelo fato de não ser um agente causador de algum equívoco natural. Não, na minha cabecinha certas omissões também destroem ambientes, famílias, lares, amizades, amores, empregos e vidas. Omitir um carinho quando se tem vontade pode ser um pecado maior do que imaginamos, ainda mais se for para uma pessoa que sabemos que gosta da gente. Se gosta de verdade sempre vai adorar. Negar uma ajuda quando ela for possível é tornar cada vez mais o próprio mundo um vazio.
Meio ambiente pra mim não é só Ibama, Greempeace, Ongs e mais sei lá o que. É dia a dia, atitudes que podem influenciar para o bem, é dentro de casa, elogio e preocupação com o que pra você parece banal, mas quem ouve suspira de alegria. Um "você está bem?" pode tornar o dia de uma pessoa leve ou então faze-la dormir tranquila sabendo que é gostada, que existe amor e ele não quer nada em troca.
Você joga lixo no lixo?
Fuma? E a bituca?
Bebe? E a latinha?
Chupa balas? E o papel?
E as sobras de comida?
Existem muitas teorias para evitar outras, tantas que eu sinceramente não sei. Acredito que quem quer, independente do que seja, vai atrás e consegue, que tornar uma convicência sadia e um futuro limpo não é só higienizar as coisas materiais e sim começar a limpeza dentro de nossas próprias mentes. Ela deve vir do íntimo, devagar e com a convicção que sendo um bom cidadão seus filhos e netos no futuro agradecerão.
Abraços...
Escrito por Sid às 20h22
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BELO BAIRRO

Um belo bairro não se faz só com belas ruas e prédios, deve ter também histórias e referências que possam valorizar o brio dos moradores. Aqui não é diferente, podemos atentar para certos aspectos que na correria passam despercebidos.
São espaços com nomes que mostram a grandeza das obras desses homenageados, com importância que têm ou já tiveram, vão dando significado maior a todos que nesses lugares aproveitam para adquirir arte, cultura, lazer, esporte, distração e até mesmo satisfação em comprar.
Para um pouco de cultura, é recomendável uma boa leitura, que lhe cause uma viagem capaz de transformar uma vaga música em canção de amor, que seja como a obra “Romanceiro da inconfidência”, nos ensinando sobre nosso passado para que atualmente demos valor a um presente que não é reles, lugares iguais à Biblioteca Cecília Meireles.
Não precisa ir até Marte, neste bairro temos arte. Um teatro que nos traz a vida em forma de interpretação, nos mostrando o mundo de várias formas para que, como um quebra-cabeças, juntemos as peças e criemos um espetáculo individual de conhecimento. Não fique “Esperando Godot”, seja igual essa dama teatral, como Cacilda Becker em vida, ir ao teatro com seu nome na Lapa pode ser uma grande saída.
Um parque ou um shopping para se distrair, passear e muitas vezes comprar. Lugares com tamanha importância não poderiam ter um nome de menor elegância. Villa Lobos, com sua música, ficou consagrado eternamente e sua obra deveria ser lembrada nos choros das crianças, nos concertos do parque, nas sinfonias dos papos de lojas e assim para nós, moradores próximos, o brilho desse artista se une ao nosso divertimento.
E não poderia esquecer do esporte, seja ele basquete, vôlei, ginástica, cooper, tênis ou a paixão do futebol, o que importa é colocar o corpo em movimento. E ninguém melhor do que o rei Edson Arantes do Nascimento para dar nome ao centro esportivo do bairro. Driblando horários, encaixando compromissos, atacando e defendendo emoções esportivas, muitos vão goleando a preguiça e usufruindo com emoção do nosso clube “Pelezão”.
E assim vamos vivendo e sempre aprendendo a dar valor ao local onde moramos, com nossas histórias que se entrelaçam às ruas, aos locais que costumamos passar e quase sempre sem olhar para o lado, não reparamos que diante de um Villa Lobos, uma Cacilda Becker, Cecília Meireles e até do rei Pelé, estamos nós, cidadãos comuns não famosos e nem tão conhecidos, mas moradores também conceituados e pela vida favorecidos.
Escrito por Sid às 23h11
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